Cleunice Paez

Você pensa que por ser adulto, não existe uma criança em você? Sim, às vezes zangada

Você pensa que por ser adulto, não existe uma criança em você? Sim,  às vezes zangada

Por Cleunice Paez

Ao que chamamos de criança internalizada ou modos criança. Vamos falar sobre o modo criança zangada.

Quando passamos pela fase infantil em qualquer momento pode ter existido ataques de raiva ou de frustrações ou desejos não atendidos, porém se isso não se reestrutura, passa a fazer parte dos esquemas de cada um carregando pela vida adulta.

Pessoas que se sentem injustiçadas ou que de alguma forma não tem seu desejo atendido, podem reagir de forma agressiva ou impulsiva. Quando a criança zangada está associada ao sentimento de rejeição ou de abandono, o sujeito pode ter grande dificuldade em lidar com estes sentimentos, até na forma de expressá-los.

Observe como tem enfrentado as situações de frustração, pode tanto rejeitar a outra pessoa justamente pelo medo de ser rejeitada, passa a considerar a preferência em rejeitar do que ser rejeitado.

Assim como, pode acabar se submetendo as vontades do outro se permitindo e doando em excesso, pelo medo de perdê-lo.

Normalmente associamos sentimentos de desconfiança, de não se sentir merecedor daquele amor ou de que o outro precisa provar que merece sua confiança e o seu amor.

Desconfia que o outro possa ter abusado da sua boa vontade em ter permitido confiar nele, e se tornar agressivo tanto verbal, como físico.

A criança zangada que está internalizada vai fazer de tudo para provar a si mesma que sua crença era verdadeira “de que iria sofrer o abandono”, é claro que isso é algo internalizado e muitas vezes não sabemos que carregamos essas crenças.

Um exemplo, é ter o sentimento de rejeição tão latente a ponto de conseguir escondê-los, consegue planejar a vingança pelo causador deste sentimento ruim, de forma inconsciente.

Também pode reagir de forma contrária, tentar provar de forma exaustiva um sucesso ou status, para provar ao outro que isto foi superado ou que o outro perdeu um “bom partido” ou “estava errado”.

O prejudicial nem sempre é o sentimento mais profundo, mas a forma com que a pessoa o enfrenta. No entanto, como irá reagir quando alguém ativar aquela criança zangada que muitas vezes só aparece em determinadas situações, em outras é tão frequente que se apresenta como característica da personalidade, através de impulsos de raiva.

É necessário cuidar deste modo internalizado, descobrir como ele funciona, quando ele aparece e como fazer para que as formas de compensá-lo não se tornem tão prejudiciais a ponto de afastar relacionamentos, se isolar ou agredir quem poderia estar disposto a ajudá-lo.

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